Quando…

??????, quando os fios do seu cabelo vestirem o meu peito e do seu rosto escorrer uma lágrima dolo(ro)sa-mente arrependendo-se, espere a minha língua sequestrar a sua gota cardíaca porque o meu coração é o cativeiro da sua prole lacrimal. Antes que você diga que a violência do meu amor é a paz do seu ódio, olhe para o céu e procure uma estrela cadente, bala perdida ao contrário, pôr-se num ponto de interrogação geográfico, riscando a noite no avesso do tempo em que a caligrafia do seu corpo leva para reescrever a minha alma, e distraída sinta que o que eu desejo encontrar é o que você deseja perder: a sua vergonha, recatadamente vestida de embaraço. Deixe a minha mão direita, porém um tanto quanto desregrada, fazer acontecer um erro ortográfico, pondo cedilha no seu acanhamento, enquanto a minha mão esquerda desescala o seu ombro, escorrendo lentamente pelos seus seios e se perdendo além dos seus quadris e, quando os nossos lábios se tocarem, que um momento possa sentir o perfume do botão da sua flor. Quando as nossas bocas se retocarem além do seu umbigo, num beco escuro chamado nosso desatino, vamos cometer um atentado terrorista ao pudor, e o mundo não vai saber a diferença entre sexo e amor.

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7 comentários sobre “Quando…

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