Espera!

??????? ?????, espera! Me abraça devagar, com cuidado pra não machucar a minha timidez porque, quando ela sente dor, adora se vingar ferindo o seu orgulho. Do que o seu corpo veste, a peça que ela mais gosta de tirar é a sua aliança… E você sabe que a aliança da sua dúvida se rompe na minha boca e, de beijo em beijo, é você quem se apressa em suturar o corte do nosso amor enquanto aprecio a generosidade da sua descompostura.

Espera! Se você sabe que trair é se trair, termina o que nunca deveria ter começado pra que o nosso desejo não seja condenado, portanto deixa a sua incerteza antes do seu altar e entrega a sua certeza depois da minha cama, então você vai saber tudo o que você quer sentir.

Espera! Se a voz da sua razão faz você tropeçar nas palavras, deixa a manha do seu descontrole se pôr no meu colo, e mostro pra você com quantas brigas se faz um abrigo. Também sei que o amor é tão assustador que rima com dor, mas, se você acreditar em mim, vou provar pra você que o medo de amar é melhor que a coragem de odiar.

Espera! Ainda que o nosso pretérito tenha sido imperfeito quando eu traía, ele também pode ser perfeito porque você me perdoou, mas você ainda não quer dar o braço a torcer. Me dá a sua mão, teimosa, e deixa a sua absolvição cicatrizar o meu pecado de uma vez por todas. Se, na nossa língua, até o pretérito tem futuro, por quê, no nosso beijo, a verdade do que sentimos deixaria de se fazer presente? Vem viver comigo o que pode ser escrito, dito e feito além de conjugado: o amor ao seu lado.

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8 comentários sobre “Espera!

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