Lavoura

Ela roça o cabelo no meu rosto e planta beijo na minha boca para colher abraço. Arando o meu peito com as unhas, jardina o meu coração podando todo o mal que não pode ser arrancado pela raiz e regando todo o bem que ainda não tenha brotado. Na estiagem das minhas palavras, chove manha pedindo outro carinho. Se um gesto precisa morrer para renascer sentimento, o sorriso dela se torna a flor da gratidão quando um afago da minha mão amadurece e vira desvelo. Na lavoura do amor, Deus faz a mulher poética ser a inspiração do homem prosador.

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6 comentários sobre “Lavoura

  1. Que delicadeza, Gustavo. Esta é uma poesia incomum demais. É profunda e suave, trigo dourado mesmo, no joio que estamos acostumados a ler.
    Na minha manhã de hoje, acredite, encheu-me de uma ternura que que não lembrava mais existir.
    Foi um presente, um afago, que enterneceria as feras mais selvagens dentro de cada alma que ler.
    Parabéns!

    Curtido por 2 pessoas

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