Favela Doce Favela

Coisas, lugares e pessoas da humilde comunidade onde moro.

Antes da entrada da comunidade, a delegacia do bairro.


A escolinha de reforço.


O posto de saúde.


O barraco das ONGs internacionais.


A biblioteca comunitária.


A escolinha de pintura e escultura.


 

A escolinha de teatro.


A escolinha de canto.


A escolinha de circo e, atrás, algumas pensões.


Alunos da escolinha de circo.


Baile de sábado à noite.


O veículo padrão do serviço de mototáxi.


O veículo padrão do serviço de lotação.


A antena de TV do vizinho. (Coitado… Ele não tem Sky.)


A minha antena de TV. (Da Sky!)


Ainda na fábrica,
parte da nova estrela dos fins de semana e feriados na minha laje.


A antiga loja de 1,99.


O piscinão.


A montanha-russa do velho parquinho em foto tirada da roda-gigante.
(As imagens do novo parquinho ainda não foram liberadas pela NASA.)


A quadra da pracinha.


O campinho da rua do vizinho.


O campinho da minha rua antes da reforma para o Torneio Intercomunitário 2014.


O município onde está a minha comunidade.
(Cidadezinha calma…)

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Verdades Explicitamente Escondidas

Geladeira mata-vizinha-de-inveja.


Bauleto protetor e escondedor de derrière de namorada.


Sou mais caro que o seu carro 0Km sem seguro e do qual você ainda está pagando as prestações atrasadas.


 

Sempre fui inteligente o bastante para ser culto já que nunca fui esperto o suficiente para ser rico.


Embora a paisagem do Rio de Janeiro seja infinitamente mais bela que a de qualquer outra cidade, fui a Paris só para impressionar os meus amigos no Facebook.


Se você olhar outra vez para aquela periguete, piso no seu dedo mindinho.


Você pode ser um tiozão, mas em cima de mim vira um gatão.


Agora quero ver se você é mesmo macho.


Sei que sou linda, só quê, se não passar batom antes de sair de casa, sinto-me nua, sem depilação e com todas as celulites e estrias que nunca tive.


Eu tenho, você não tem.

Amar é…

Amar é ser prestativo sem qualquer segunda intenção.


Amar é entender quê, para uma criatura do gênero feminino,
mais importante que ouvir é ser ouvida.
Não importa o que um homem tem a dizer para ela
porque jamais será mais importante que o que ela tem a dizer para ele.


Amar é acabar com a guerra entre a toalha molhada jogada em cima da cama
e a calcinha lavada pendurada na torneira do chuveiro.


Amar é fazer de um sussurro uma declaração.


Amar é perder o sono buscando uma resposta
para uma discussão de relacionamento.


06 - Amar é... - 07 (PSE)

Amar é sentir saudade das noites de discussão de relacionamento.


Amar é plantar a alegria na dor.


Amar é não ter medo de se jogar.


Amar é ter no rosto, ao mesmo tempo, riso e choro.


Amar é ela fingir que não manda e ele fingir que não obedece.


Amar é caçar um motivo para brigar só para, depois, pedir perdão e fazer as pazes.


Amar é fazer do sofá um porto.


Amar é querer desenhar no céu o que está tatuado nas almas.


Amar é descobrir que uma das melhores partes de um relacionamento
não é conhecer o corpo de uma mulher durante o sexo,
e sim a alma de uma mulher durante o amor.


Amar é para sempre.

Dia Internacional da Mulher

Na barriga que brinca de se fazer de seio…


…Na artimanha vaidosa que esconde delicadamente o esforço…


…No equilíbrio entre a semente e o leite da vida…


…Na paixão que desenha a palavra e o silêncio…


…Na virtude que purifica o pecado…


…No brilho que tenta conquistar o esplendor do colo…


 

…No ventre espiritual…


 

…No compromisso das margens…


 

…Na ausência e presença de todas as cores…


…No espetáculo das inseguranças e suspeitas…


…Na surpresa do mistério…


 

…No arsenal que desarma a valentia…


…No perfume que adormece…


…No berço que acalenta o céu…


…Seja como for,
que as mãos femininas ajudem a humanidade
a caminhar para um mundo onde haja…


…sempre…


…esperança.

O Enterro

Despedida virtual e virtuosa de coisas e criaturas que deveriam enfeitar uma exposição biográfica sobre o arrependimento.

“Se prestasse, saudade teria nome em inglês.” (Chico Anysio)


Minha revista favorita de política.


Meu manual de ética e etiqueta.


 

Meu teólogo predileto.


Obra sublime de autoajuda e pacifismo.


Livro encantador de contos infantis.


Minha mamadeira.


CD gospel da minha antiga religião, que quase não gosta de imagens.


Uma das liras de um dos hinos do CD gospel, “Paradise City”.


Não é recomendável, depois de voltar de Hollywood, ir à Terra de Marlboro.


Meu bravo companheiro de boemia.


(Uma das) Minha(s) ex-sogra(s).


Minha velha língua.