Amar é…

Amar é ser prestativo sem qualquer segunda intenção.


Amar é entender quê, para uma criatura do gênero feminino,
mais importante que ouvir é ser ouvida.
Não importa o que um homem tem a dizer para ela
porque jamais será mais importante que o que ela tem a dizer para ele.


Amar é acabar com a guerra entre a toalha molhada jogada em cima da cama
e a calcinha lavada pendurada na torneira do chuveiro.


Amar é fazer de um sussurro uma declaração.


Amar é perder o sono buscando uma resposta
para uma discussão de relacionamento.


06 - Amar é... - 07 (PSE)

Amar é sentir saudade das noites de discussão de relacionamento.


Amar é plantar a alegria na dor.


Amar é não ter medo de se jogar.


Amar é ter no rosto, ao mesmo tempo, riso e choro.


Amar é ela fingir que não manda e ele fingir que não obedece.


Amar é caçar um motivo para brigar só para, depois, pedir perdão e fazer as pazes.


Amar é fazer do sofá um porto.


Amar é querer desenhar no céu o que está tatuado nas almas.


Amar é descobrir que uma das melhores partes de um relacionamento
não é conhecer o corpo de uma mulher durante o sexo,
e sim a alma de uma mulher durante o amor.


Amar é para sempre.

 

 

 

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Dicionário Desilustrado Roubert, Primeiros Verbetes

contraditório Vampiro que tem medo de sangue.

controverso Ex-gay.

decote O que não tem altura nem largura, e sim profundidade.

dicionário Pai dos burros, porém mãe dos inteligentes.

intelectual Quem sempre foi inteligente o bastante para ser culto já que nunca foi esperto o suficiente para ser rico.

ironia Quando uma pessoa fofoqueira morre envenenada depois de morder a própria língua.

pato Animal que a gente sempre confunde com ganso ou marreco.

sádico É um masoquista altruísta, logo masoquista é um sádico egoísta.

tragédia Tudo o que é ruim e só acontece com você e/ou tudo o que é bom e só acontece com os outros.

vizinha Mulher mais bonita que a esposa do homem que a cobiça.

O Enterro

Despedida virtual e virtuosa de coisas e criaturas que deveriam enfeitar uma exposição biográfica sobre o arrependimento.

“Se prestasse, saudade teria nome em inglês.” (Chico Anysio)


Minha revista favorita de política.


Meu manual de ética e etiqueta.


 

Meu teólogo predileto.


Obra sublime de autoajuda e pacifismo.


Livro encantador de contos infantis.


Minha mamadeira.


CD gospel da minha antiga religião, que quase não gosta de imagens.


Uma das liras de um dos hinos do CD gospel, “Paradise City”.


Não é recomendável, depois de voltar de Hollywood, ir à Terra de Marlboro.


Meu bravo companheiro de boemia.


(Uma das) Minha(s) ex-sogra(s).


Minha velha língua.

Sexta-feira 13 provoca acidente

“Como diz uma amiga minha, uma mulher rica, quando está com azar, até seu champagne Moët & Chandon vira sidra falsificada. Em plena sexta-feira 13, bateram na minha Ferrari. O meu Porsche está na oficina, e a minha Lamborghini foi emprestada a um amigo.” Estas foram as primeiras palavras de uma desafortunada e inconsolável socialite carioca, com olhar lacrimejante, que pediu para não ser identificada após tomar consciência de que ficaria a pé.

Continuando o relato: “Triste foi o meu carro ter sido abalroado por um Corcel. Se ainda fosse um Mustang… Se bem quê, pensando melhor, não faria tanta diferença. Um Mustang, o meu Porsche, a minha Lamborghini, a minha Ferrari e até o Corcel têm em seus logos uma escultura em homenagem ao meu marido.”

O acidente ocorreu no cruzamento de ruas simples do subúrbio carioca, próximo a uma casa de show em que havia, no momento do acidente, um baile funk. “Disse ao meu marido que iria ao Theatro Municipal. Será que ele irá suspeitar de alguma coisa? E o que dirão as minhas amigas?”

Segundo testemunhas, instantes antes da colisão, a bela mulher foi vista dirigindo e falando ao telefone, um iPhone de última geração, dourado e cravejado de diamantes, provavelmente fazendo uma ligação DDI, e o motorista do veículo abóbora também estava dirigindo e falando ao telefone, um celular antigo, encardido e com a lanterna quebrada, provavelmente fazendo uma ligação a cobrar ou brincando com o jogo da cobrinha.

Uivando de dores por ter uma de suas unhas quebrada, a socialite estava visivelmente angustiada porque o helicóptero do Amil Resgate Saúde estava sem teto para decolar. Já o homem do Corcel buscava nas dores de suas múltiplas fraturas a resignação por ter de aguardar a ambulância do SAMU.

Antes de ser finalmente resgatada, uma dona de casa perguntou à socialite se a bolsa dela, possivelmente mais cara que o veículo importado, era de verdade. Depois da resposta afirmativa, a bela rica, generosamente, permitiu que a senhora tirasse uma selfie com o seu utensílio e, antes de entrar na aeronave, não se pôde conter: “Pobrezinha… Como uma mulher pode sobreviver sem pelo menos uma bolsa Louis Vuitton?”

N. da R.: Até a conclusão desta matéria, o motorista do Corcel abóbora ainda aguardava a ambulância do SAMU.